segunda-feira, 13 de novembro de 2017

14 de Novembro - Dia Mundial da Diabetes


A diabetes (Diabetes mellitus) é um grupo de doenças do metabolismo que se caracterizam pela existência de concentrações muito altas de glicose no sangue (hiperglicémia) durante um longo intervalo de tempo. Isto deve-se, quer à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, quer às células do organismo não responderem apropriadamente à insulina que é produzida.

Existem 3 tipos principais de diabetes:
  • Diabetes tipo 1 - insulinodependente - começa a manifestar-se muito cedo, frequentemente na infância ou na adolescência, e resulta numa deficiência na produção de insulina. As células têm, portanto, uma capacidade muito baixa de utilizar a glicose.
A Diabetes tipo 1 é uma doença autoinume, pois dados experimentais suportam a interpretação de que os linfócitos T citotóxicos destroem as células produtoras de insulina.
  • Diabetes tipo 2 - manifesta-se, geralmente, a partir dos 40 anos. Embora o pâncreas produza uma quantidade normal de insulina as células do corpo não respondem à sua presença de forma adequada. Isto acontece por os receptores de insulina nas células terem diminuído e, por isso, as células não conseguirem absorver a glicose cuja concentração no sangue aumenta. 
  • Diabetes gestacional - quando uma mulher, não diabética, apresenta níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez.
Sintomas - A elevada quantidade de glicose no sangue provoca um aumento da sede, emagrecimento sem causa aparente, vontade muito frequente de urinar e grande falta de energia.




Se não for tratada a diabetes causa doenças cardiovasculares, doença renal crónica, úlceras no pé e retinopatia (lesão não inflamatória na retina) e complicações agudas como a cetoacidose (acidose metabólica causada pelo metabolismo dos lípidos), coma e morte.

O Observatório Nacional da Diabetes estima que, atualmente 13,3% da população portuguesa, com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, tenha diabetes, isto é, mais de 1 milhão de portugueses. Destes cerca de 44% desconhece a sua condição, não fazendo, por isso, qualquer tratamento. 

O Dia Mundial da Diabetes foi criado em 1991 pela OMS e oficializado pela ONU em 2007. Foi escolhido o dia 14 de novembro por ser o aniversário de Frederick Banting que, juntamente com Charles Best, descobriu a insulina, em 1921.

Anexamos uma infografia da Areal Editores sobre a problemática da diabetes.



Fontes:

Areal Editores

http://controlaradiabetes.pt/eventos/dia-mundial-da-diabetes-14-de-novembro

http://www.apdp.pt/clinica

http://stopcancerportugal.com/2013/11/13/diabetes-proteger-o-nosso-futuro/

http://www.medinfar.pt/2017/05/observatorio-nacional-da-diabetes-prevalencia-da-diabetes-aumenta-em-2015/

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Castanhas e São Martinho


A castanha, fruto do castanheiro (Castanea sativa), é constituída por hidratos de carbono, amiloses e amilopectinas, que permitem o desenvolvimento da flora intestinal e a produção de ácidos gordos. As fibras que apresenta, e que não são digeríveis pelo nosso organismo, estimulam a presença de bactérias probióticas (Bifidobacterium e Lactobacillus) que são benéficas ao intestino e que regulam, igualmente, os níveis de colesterol.
A castanha é uma fonte de vitaminas (vitamina C, Vitamina B6 e ácido fólico), de minerais (cálcio, ferro, magnésio, potássio e fósforo, entre outros) e  de compostos químicos que protegem as células.
É isenta de glúten, sendo por isso permitida na dieta dos doentes celíacos e pobre em gorduras (10 castanhas assadas fornecem apenas 2g de gordura).

O castanheiro teve origem na região leste do Mediterrâneo, há mais de 90 milhões de anos. Devido ao seu valor energético e interesse nutricional, a castanha é, provavelmente, um dos mais antigos alimentos consumidos na Europa. No século XVI, com a introdução da batata, a castanha passou a ser consumida em menor quantidade.



Em Portugal é tradição comer castanhas assadas no dia 11 de novembro, dia de São Martinho,  mas devido ao seu valor nutricional e às propriedades benéficas para o organismo, partilhamos algumas receitas que nos vão permitir consumi-las das mais variadas maneiras durante todo o ano.  

Esperamos que gostem.

Livro de receitas com castanhas



Fontes:

site da Direção Geral de Saúde

http://nutrimento.pt


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Saúde e Halloween


Não é possível festejar o Halloween sem bruxas, caveiras, fantasmas e abóboras. E sabiam que o Halloween também pode ser SAUDÁVEL?



A abóbora, fruto da aboboreira, planta da família das cucurbitáceas, possui vários tipos de carotenóides na polpa, pigmentos que lhe dão a cor alaranjada. O beta-caroteno é o carotenóide predominante e, é parcialmente convertido no nosso organismo em vitamina A. 
Além desta substância, protetora das nossas células, a abóbora também contém bioflavonóides, bloqueadores dos recetores de determinadas hormonas, que podem provocar cancro, e esteróides que são convertidos em vitamina D no organismo. Possui ferro, cálcio, magnésio, vitaminas B e C e um baixo teor energético, cada 100g fornecem apenas 9 Kcal.

Para podermos consumir abóboras de modo apetitoso e variado, a Direção-Geral de Saúde, através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, lançou um pequeno livro de receitas online de receitas com abóbora. 


Fontes
https://www.dgs.pt/
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151029_origem_halloween_rb

terça-feira, 3 de outubro de 2017

4 de Outubro - Dia Mundial da Paralisia Cerebral


Após alguma ausência, relacionada com o fim de um ano letivo e início de outro, aqui estamos a retomar a atualização do nosso blogue, com assuntos relacionados com Saúde e Bem Estar, que pensamos poderem interessar a toda a comunidade educativa.

Começamos com a Paralisia Cerebral, cujo Dia Mundial se comemora na primeira 4ª feira de Outubro, ou seja, este ano comemora-se amanhã, dia 4 de Outubro.

A Paralisia Cerebral consiste num grupo de distúrbios permanentes do movimento, que surgem logo desde o início da infância. Apesar dos sinais e sintomas poderem variar, os mais frequentes incluem má coordenação motora, rigidez e fraqueza muscular. Muitos doentes apresentam problemas ao nível dos órgãos dos sentidos - visão, audição, fala, dificuldades de deglutição.

Alguns doentes, cerca de um terço, apresentam dificuldades cognitivas e convulsões epilépticas.

Todos estes sintomas tornam-se mais visíveis ao longo dos primeiros anos de vida mas, os problemas que estão na sua origem não se agravam com o tempo.

Esta paralisia pode ser parcialmente evitável através da vacinação da mãe* e de cuidados de segurança no sentido de evitar lesões cerebrais. Não existe cura mas, tratamentos de apoio que incluem fisioterapia, terapia da fala, medicação e cirurgia podem ajudar muitas pessoas com este problema. 

Em Portugal celebra-se também, a partir de 2013, o Dia Nacional da Paralisia Cerebral (20-10), data que pretende desmistificar preconceitos relacionados com a paralisia cerebral e mostrar à sociedade os problemas e desafios que sofrem as pessoas com paralisia cerebral e as suas famílias.


* vacina da mãe contra a meningite bacteriana (Haemophilus influenzae tipo b) e contra a rubéola.
Estas infeções são causas conhecidas de Paralisia Cerebral.

Fontes:
https://www.calendarr.com/portugal/dia-da-paralisia-cerebral/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_cerebral


sábado, 1 de julho de 2017

Referencial de Educação para a Saúde


Lançado no passado dia 23 de junho o Referencial de Educação para a Saúde, pretende ser uma ferramenta educativa flexível, passível de ser utilizada e adaptada em função das opções e das realidades de cada contexto educativo.
Como documento de referência, orientador na promoção e educação para a saúde, contribui para o desenvolvimento integral das crianças e jovens, tornando-os mais aptos para uma cidadania ativa e responsável.




Anemia de células falciformes


No dia 19 de junho celebrou-se o Dia Mundial da Anemia Falciforme.  Este dia foi estabelecido a 22 de dezembro de 2008, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que reconheceu  esta doença como "uma das principais doenças genéticas do mundo"

A  anemia das células falciformes  ou drepanocitose, é uma doença que afeta os glóbulos vermelhos do sangue.
Em condições normais, os glóbulos vermelhos são discos bicôncavos e têm como função essencial o transporte do oxigénio. 
Em caso de anemia falciforme, os glóbulos vermelhos apresentam uma forma de lua em quarto minguante ou de foice e, por isso, não conseguem transportar adequadamente o oxigénio, são menos deformáveis e tendem a obstruir os vasos sanguíneos, duram menos tempo e sua destruição prematura causa anemia, icterícia (olhos amarelos), palidez e crises dolorosas que requerem internamento hospitalar.


Trata-se de uma doença de transmissão hereditária causada por um gene autossómico recessivo, isto é, para uma criança ser afetada, ela tem que herdar o gene causador da doença dos dois progenitores. Quando apenas um dos pais transmite o gene, habitualmente não ocorrem sintomas, mas o indivíduo é portador, podendo transmitir o gene aos seus descendentes. 
Sintomas:

Os doentes apresentam os sintomas clássicos da anemia, como fadiga, astenia (falta de forças) e palidez. Há contudo outros sintomas exclusivos da drepanocitose, causados pelo aumento da viscosidade do sangue, como crises de dores musculares intensas, hemorragias, descolamento da retina, priapismo (condição médica geralmente dolorosa na qual o pénis permanece ereto, apesar da ausência de estimulação física e psicológica), acidente vascular cerebral, enfarte, insuficiência renal e pulmonar.

Os portadores da anemia falciforme são geralmente mais resistentes à malária do que as pessoas que não têm essa deficiência, daí a maior frequência do gene em África, Médio Oriente e Índia, na zona endémica da malária. Isso acontece porque o protozoário Plasmodium reproduz-se no interior dos glóbulos vermelhos humanos e os glóbulos danificados, em caso de anemia falciforme não permitem  esta reprodução.

Em 2013, cerca de 3,2 milhões de pessoas sofria de anemia falciforme, enquanto que mais de 43 milhões eram portadores. No mesmo ano esta anemia provocou 176 mil mortes.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org

http://www.appdh.org.pt