sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Sessão sobre Mutilação Genital Feminina (MGF)

Ontem, dia 31 de janeiro, contámos com a presença da enfermeira Sílvia Gonçalves da UCC de Sacavém, que dinamizou sessões para os alunos do 7º ano sobre a Mutilação Genital Feminina.



 Os alunos foram informados sobre o que consiste esta prática, dos perigos que dela decorrem e de quais os países onde ainda se pratica, apesar de já ter sido ilegalizada em grande parte deles.

A Mutilação Genital Feminina (MGF) é a remoção de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos. É geralmente executada, de forma ritual, com uma faca que passa de mãe para filha, geralmente sem anestesia. A idade em que é realizada varia, entre alguns dias a seguir ao nascimento e a puberdade. Em metade dos países com dados disponíveis, a maior parte das raparigas é mutilada antes dos 5 anos de idade.
Os procedimentos diferem com o grupo étnico. Incluem a remoção do clitóris e, nos casos mais graves, ocorre também a remoção dos grandes e pequenos lábios e o encerramento da vulva. Neste último procedimento, denominado infibulação, é deixado um pequeno orifício para a passagem da urina, da menstruação e a vagina é aberta para relações sexuais e parto.  
Esta prática, que visa controlar a sexualidade da mulher, é geralmente executada por mulheres, também elas mutiladas, que a vêem como motivo de honra e receiam que a sua não realização exponha as suas filhas e netas à exclusão social. 

A mutilação genital feminina acarreta graves consequências para a saúde. Provoca infeções recorrentes, dor crónica, dificuldade em urinar, quistos, infertilidade ou dificuldade em engravidar, complicações durante o parto.


As origens da MGF são desconhecidas, mas supõe-se que teve origem no Egipto. A primeira referência a esta prática surge em escritos do geógrafo e historiador grego Estrabão, que visitou o Egipto no ano 25 a.C. 
Atualmente esta prática ocorre em 29 países, nomeadamente, na Eritreia, Somália, Sudão, Egipto, Indonésia, Etiópia, Iémen, Curdistão Iraquiano e na Guiné Bissau.

A mutilação genital feminina tem vindo a ser ilegalizada em grande parte dos países, incluindo a Guiné, embora seja muito difícil fazer cumprir a lei.


Fontes:
www.apav.pt


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

16 de janeiro - Dia Internacional da Comida Picante

16 de janeiro comemora-se o Dia Internacional da Comida Picante.
São apontados vários benefícios à comida picante, desde o aumento do consumo de energia  e consequente emagrecimento, ao fortalecimento cardiovascular.
A substância responsável por estes benefícios é a capsaina,(8-metil-N-vanilil-trans-6-nonamida), composto químico presente em todas as plantas do género Capsicum, como a malagueta, a pimenta de caiena, entre outras.
Principais benefícios da comida picante:
1- É um forte analgésico - A capsaina ao ser ingerida, provoca a libertação de endorfinas, que são potentes analgésicos naturais.
2- Melhora o Sistema imunitário - As malaguetas, piri-piri e pimenta são ricos em vitamina A e C que estimulam o sistema imunitário, melhorando as defesas do organismo.
3 - Ajuda a perder peso - Os alimentos picantes aumentam a temperatura corporal e, para a dissipar o organismo precisa de gastar mais energia.
4-Previne as doenças cardiovasculares - As malaguetas têm propriedades anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos, ativam a circulação sanguínea e têm propriedades vasodilatororas.
5 - Melhora o humor  😊- Os alimentos picantes aumentam o nível de seratonina e endorfina, substâncias que nos fazem sentir mais felizes e relaxados.
Por todos estes motivos e, nem que seja só nesta data, deve experimentar comida picante. Deixamos algumas sugestões.
Bom Apetite

Fontes

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Dia Mundial do Não Fumador



Querem fazer-te crer que fumar é fixe. Não é!
Causa dependência como outra droga!
Tira-te energia! Parece dar, mas depois tira!
Causa doença do coração, da circulação, dos pulmões. Causa cancro.

E se em criança estiveste em contacto com fumo no teu ambiente, ainda pode fazer pior!

NÃO FIQUES PRESO A ESTE VÍCIO 
O tabagismo é responsável por mais de 8000 mortes em Portugal, das quais cerca de 4000 por doenças cardiovasculares, 2000 por cancro do pulmão e as restantes por enfisema do pulmão e cancro noutros órgãos.

A nível cardiovascular, o ato de fumar provoca uma série de reações fisiológicas, entre as quais:
  •  aumento da tensão arterial e da frequência cardíaca, o que acelera os processos de envelhecimento e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
  •  eleva os níveis de adrenalina, causando vasoconstrição (estreitamento das artérias) e agregação das plaquetas sanguíneas (pequenas células que têm o papel de combater as hemorragias), o que torna o sangue mais viscoso e com tendência a formar coágulos, nomeadamente das coronárias;
  • reduz as HDL (o colesterol bom que remove as LDL da parede arterial), não só aumentando o risco cardiovascular como diminuindo a respetiva proteção, ao não limpar a parede arterial das LDL , dando início ao processo de aterosclerose.

·         ALGUNS FACTOS

    Por cada cigarro fumado perdemos em média 8 minutos de vida.
·       No total, um homem fumador está a arriscar perder cerca de 13 anos de vida, enquanto uma mulher perde cerca de 15 anos de vida.
·        Devido ao tabaco, morrem mais pessoas por doença cardiovascular do que por cancro.
·        90% dos fumadores começaram a fumar antes dos 19 anos.
·        Quase todo o primeiro uso de tabaco surge antes do fim do liceu ou escola secundária.
·        Os fumadores adolescentes têm mais probabilidade de ter ataques de pânico, ansiedade e depressão.
·        Mesmo o cigarro eletrónico contém elevadas concentrações de tóxicos, como o propileno glicol.
·     No mundo, aproximadamente 1,5 milhões de pacotes de tabaco são comprados por menores, todos os anos. 
·       Cerca de 1 milhão de toneladas de beatas acabam anualmente como lixo tóxico, fazendo dos cigarros o item de lixo mais abundante no mundo.



  Fontes:

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Dia Mundial da Diabetes


O Dia Mundial da Diabetes é comemorado a 14 de novembro, dia do aniversário de Frederick Banting, que em 1922 juntamente com Charles Best, descobriu a insulina.

Este dia visa consciencializar e divulgar os meios de prevenção da diabetes e tem como tema, para o período 2018/2019, "Família e a Diabetes", tendo em conta a importância da família na prestação de apoio e de cuidados à pessoa com diabetes.

E em que consiste a Diabetes?

A concentração de glicose no sangue, medida em jejum, deve estar compreendida entre 0,8 e 1,0 g/L. Esta variação pode temporariamente sofrer alterações, após exercício físico (diminuindo a sua concentração) ou após uma refeição (aumentando a sua concentração).
Normalmente, estas variações são passageiras, e seguidas de um retorno ao valor normal.

No entanto, há pessoas que apresentam oncentraçõess anormalmente altas de glicose no sangue, ou seja hiperglicemia. Uma hiperglicemia crónica (diabetes) pode levar a alteração do sistema cardiovascular e do sistema nervoso.

Existem dois tipos de diabetes:

Diabetes tipo 1 - insulinodependente - que se começa a manifestar na infância ou na adolescência, e resulta de uma deficiência na produção de insulina. Neste caso as células têm pouca capacidade de utilizar a glicose.

Diabetes tipo 2 - que se manifesta geralmente a partir dos 40 anos. Neste caso o pâncreas produz insulina suficiente, mas os recetores de insulina nas células diminuíram e elas não conseguem absorver a glicose, cuja concentração aumenta no sangue.

A diabetes é uma doença incurável que requer autovigilância glicémica diária, consultas e exames complementares frequentes, e pode causar complicações invalidantes, principalmente no sistema cardiovascular, olhos, rins e sistema nervoso. 

A alimentação saudável e a prática regular de exercício físico são os fatores mais determinantes na prevenção da diabete.

Fontes:


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Dia Mundial da Pneumonia

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Pneumonia.

Esta data, que se celebra desde 2009, tem como objetivo consciencializar as pessoas sobre os cuidados e prevenção contra a pneumonia, principalmente a pneumonia infantil - a principal causa de morte em crianças com menos de 5 anos de idade.
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), no mundo, a cada 20 segundos morre uma criança vítima de pneumonia, registando-se cerca de 99% dos casos em países em desenvolvimento. 
Em Portugal Continental, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção-Geral da Saúde, as pneumonias são a principal causa de mortalidade respiratória.
A principal forma de prevenir esta doença é a vacinação e é fundamental cumprir o esquema completo de vacinação, que consiste em quatro doses, administradas nos primeiros 15 meses de vida.
A pneumonia é uma doença pneumocócita (causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae) que ocorre quando há uma inflamação nos pulmões. Os sintomas são semelhantes aos de uma constipação ou gripe.

Sintomas

●      Falta de ar;
●      Febre;
●      Tosse forte; 
●      Dores no tórax;
●      Expectoração com secreção amarelada (por vezes com sangue).
    
Prevenção
●      Vacinação contra principais agentes da doença;
●      Lavar bem as mãos e todos os utensílios de uso regular;
●      Não fumar;

domingo, 11 de novembro de 2018

Ações de Sensibilização sobre Afetividade, Sexualidade e Prevenção de Gravidez na Adolescência

Decorreram na passada semana, nos dias 6 e 8 de novembro, na escola secundária de Sacavém, ações sobre Afetividade, Sexualidade e Prevenção de Gravidez na Adolescência, para alunos do 10º ano.

Estas sessões foram dinamizadas pela "Apoio à Vida", instituição particular de solidariedade social, que tem como missão o acompanhamento a mulheres grávidas e suas famílias, em situação de dúvida ou dificuldade psicológica, familiar ou social.






Resultados dos inquéritos preenchidos pelos alunos após as sessões:




terça-feira, 30 de outubro de 2018

O Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama


Celebra-se, hoje dia 30 de outubro, o Dia Nacional de Prevenção do Cancro de Mama, com várias atividades a decorrer por todo o país, com o objetivo de apelar à mudança de comportamentos perante a doença.

As várias atividades ião incidir sobre o tratamento, o rastreio, o diagnóstico e a prevenção do Cancro da Mama.

O Cancro da mama é um tumor maligno que se inicia nas células da glândula mamária e, o
papel da prevenção reside principalmente no diagnóstico precoce, fundamental para a cura da doença. A realização periódica de ecografias mamárias ou mamografias é suficiente para que, em casos de desenvolvimento de um tumor, o diagnóstico se faça numa fase muito inicial e curável.

Apesar da taxa de mortalidade ter vindo a diminuir ao longo dos anos, em Portugal são detetados anualmente cerca de 5000 novos casos e 1500 mulheres morrem vítimas desta doença.

Na Europa, estima-se que surjam todos os anos 430 000 novos casos e que uma em cada dez mulheres venha a desenvolver a doença antes dos 80 anos.
Prevenção do cancro da mama
A partir dos 40 anos, é aconselhável realizar anualmente uma mamografia por prevenção.
Fatores de risco do cancro da mama
  • Idade - probabilidade aumenta com a idade. Uma mulher com mais de 60 anos apresenta maior risco. O cancro da mama é menos comum antes da menopausa.
  • Reincidência do cancro da mama - uma mulher na qual tenha sido detetado cancro numa mama, tem maior risco de ter a doença na outra mama.
  • História familiar - o risco é agravado se a mãe, tia ou irmã tiveram cancro da mama, especialmente em idades mais jovens (antes dos 40 anos).
  • Alterações genéticas: alterações em certos genes (BRCA1, BRCA2, entre outros).
  • Primeira gravidez depois dos 31 anos.
  • História menstrual longa: mulheres que tiveram a primeira menstruação em idade precoce (antes dos 12 anos de idade), tiveram uma menopausa tardia (após os 55 anos) ou que nunca tiveram filhos (nuliparidade), apresentam um risco aumentado.
  • Terapêutica hormonal de substituição: mulheres que tomam terapêutica hormonal para a menopausa (apenas com estrogénios ou estrogénios e progesterona), durante 5 ou mais anos após a menopausa parecem, também, apresentar maior possibilidade de desenvolver cancro da mama.
  • Raça: o cancro da mama ocorre com maior frequência em mulheres caucasianas (brancas), comparativamente a mulheres latinas, asiáticas ou afro-americanas.
  • Obesidade após a menopausa.
  • Falta de atividade física.



Apesar de ser bastante mais frequente nas mulheres, o cancro da mama também pode atingir o sexo masculino. De acordo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, em Portugal, cerca de 1% dos casos de cancro da mama são em homens.

  
Fontes:
https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-de-prevencao-do-cancro-da-mama/
https://www.ligacontracancro.pt